segunda-feira, 21 de maio de 2012

Vingadores Já é a Terceira maior bilheteria de Todos os Tempos




   Vingadores até agora (observe que digo até agora) ocupa a 03ª colocação da história nas bilheterias do cinema mundial com mais de 1.355 bilhões arrecadados. O último da sua lista de nocautes foi o filme de maior bilheteria da série Harry Potter, no caso, Relíquias da Morte, parte II. 
   Para se ter uma ideia do efeito assombroso do filme de Joss Whedon, ele vem quebrando recordes desde sua estréia quando com apenas 13 dias de exibição ultrapassou a marca de 400 milhões, desbancando o antológico Cavaleiro das Trevas de Christopher Nolan que havia levado 19 dias para atingir esta marca.

Com estas cifras, a Disney entra para a história como a maior distribuidora de filmes no mundo, pois conseguiu emplacar quatro filmes na lista das dez maiores bilheterias de todos os tempos. 
Isso significa dizer que além de novos fans estarem disputando lugar na fila para assisti-lo, certamente quem já viu continua brigando pelo seu espaço na esperança de poder apreciá-lo de novo e neste ritmo é fácil profetizar que logo logo, os heróis criados por Lee vão também desbancar o bruxo adolescente 3º colocado geral com 1.328 bilhões arrecadados.

   Pra você que sempre gostou de quadrinhos de boa qualidade e desde os dez anos já sabia identificar uma boa história, sei que não estou falando nenhuma novidade e volto a repetir a mesma frase que disse na saída do cinema São Luis em Fortaleza em julho de 2002: O futuro do cinema pertence aos roteiristas de quadrinhos. 
   Vai contando aí Erivan!

Até daqui a pouco

Daniel Rand

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Vingadores Já é a 3ª Maior Bilheteria de Todos os Tempos





   Vingadores até agora (observe que digo até agora) ocupa a 03ª colocação da história nas bilheterias do cinema mundial com mais de 1.5 bilhões arrecadados. O último da sua lista de nocautes foi o filme de maior bilheteria da série Harry Potter, no caso, Relíquias da Morte, parte II. 
   Para se ter uma ideia do efeito assombroso do filme de Joss Whedon, ele vem quebrando recordes desde sua estréia quando com apenas 13 dias de exibição ultrapassou a marca de 400 milhões, desbancando o antológico Cavaleiro das Trevas de Christopher Nolan que havia levado 19 dias para atingir esta marca.

Com estas cifras, a Disney entra para a história como a segunda maior distribuidora de filmes no mundo, perdendo apenas para a 20th Century Fox que promoveu Titanic e Avatar. 
Isso significa dizer que além de novos fans estarem disputando lugar na fila para assisti-lo, certamente quem já viu continua brigando pelo seu espaço na esperança de poder apreciá-lo de novo.

   Pra você que sempre gostou de quadrinhos de boa qualidade e desde os dez anos já sabia identificar uma boa história, sei que não estou falando nenhuma novidade e volto a repetir a mesma frase que disse na saída do extinto cinema São Luis em Fortaleza em julho de 2002: O futuro do cinema pertence aos roteiristas de quadrinhos. 
   Vai contando aí Erivan!


Até daqui a pouco

Daniel Rand

domingo, 6 de maio de 2012

VINGADORES = MAIOR ESTRÉIA DE TODOS OS TEMPOS


200 milhões de dólares!


     Após três dias de estréia, o filme dirigido por Joss Whedon entra para a história como a maior bilheteria de estréia de um filme nos Estados Unidos.
     
    Até então, o recordista de estréia havia sido Harry Potter e as Relíquias da Morte - Part II. O mega-filme dos heróis da Marvel chegou para realmente fazer história. Na Sexta-feira, dia 04 de maio, já tinha arrecadado mais de 80 milhões. Até então, o filme do bruxinho estava na liderança, pois arrecadara 91 milhões no seu primeiro dia, mas, veio sábado e domingo e os heróis de Stan Lee entraram para o Guinness Book como maior arrecadação de estréia desde que o mundo é mundo, 200 milhões contra 169 milhões de Harry Potter. 
  
  A terceira maior arrecadação de estréia também pertence a um filme baseado em quadrinhos, Batman, Dark Knight com 158 milhões. O quarto desta fila são os Jogos Vorazes, com 152 milhões.
  Lembra das caixas de geladeira que eu falei? Pois é, felizmente não deu nem para o começo.




Até daqui a pouco,

Daniel Rand

sexta-feira, 4 de maio de 2012

As Maiores Bilheterias de Quadrinhos

     Rentabilidade é uma palavra que interessa muito às produtoras de cinema e cada vez mais elas têm visto que apostar numa boa adaptação de quadrinhos é receita certa no final do mês.
     Tudo começou quando Richard Donner apostou numa película de qualidade para levar às telas o primeiro Superman em 1978. Depois disso, tivemos um período de trevas e (tirando os dois primeiros Batman de Tim Burton que particularmente acho um bom entretenimento) só fomos novamente seduzidos pela magia dos quadrinhos na telona após o lançamento de X-Men de Brian Singer em 2000.
     Depois dos mutantes, veio o Sensacional Homem-Aranha de Sam Raime e então Hollywood arrebentou de vez a boca do balão, nada menos que 822 milhões de dólares arrecadados, colocando o filme do aracnídeo na 32ª maior bilheteria de todos os tempos e décimo segundo filme mais visto na história do Brasil. Inclusive, para os fãs do cabeça de teia, fiquem sabendo que ainda hoje por aqui, ele foi superado apenas pelo fenômeno (aí também já seria demais, né?) Vingadores, atualmente o quarto filme já visto no Brasil. E isto não vale apenas para os filmes de capa e socos cruzados, pode colocar aí no ringue qualquer um dos filmes da trilogia do Senhor dos Anéis, Harry Potter, Crepúsculo, Piratas do Caribe e Transformers.
      Sem perdermos o gancho do Aranha, aproveito para dizer que suas continuações também figuram entre as maiores bilheterias mundiais de todos os tempos, o Homem-Aranha 2 (é, eu sei que ele também é o seu preferido) vendeu 783 milhões de dólares e o último da franquia (o mais fraco, convenhamos) arrancou simplesmente 890 milhões dos bolsos dos mais entusiasmados fãs de quadrinhos, laureando o filme do Venon e do Homem-Areia numa honrada 24ª colocação geral.
    Chegando e já arrebentando tudo, estão:   O Retorno do Cavaleiro das Trevas de Nolan,  10º geral (por enquanto) ultrapassando sem piedade o segundo da franquia e deixando o filme do Coringa na 13ª  e,  O Espetacular Homem Aranha de Marc Webb na 45ª.
    O antológico  Cavaleiro das Trevas de Christopher Nolan permaneceu por muito tempo como o filme baseado em quadrinhos que mais arrecadou no mundo todo, mas bastaram dois meses de exibição para Vingadores assumir a ponta.  Hoje, o filme dos maiores heróis da Marvel é o grande detentor da maior bilheteria de quadrinhos de todos os tempos, ultrapassando a incrível marca de 1,5 bilhões de dólares e ocupando a 03 ª colocação geral nas bilheterias mundiais.

      Os únicos outros filmes adaptados de HQs que configuram na lista das 100 maiores bilheterias de todos os tempos, são: Homem de Ferro, na 77ª, com 585 milhões arrecadados e sua continuação, Homem de Ferro 2, com 624 milhões, na 64ª.
      

     Até daqui a pouco

Daniel Rand.

domingo, 29 de abril de 2012

A Estréia dos Vingadores


"Monumental! Fantástico!! Incrível! Espetacular! É assim que começa uma HQ da Marvel para anunciar os seus personagens, pois bem, são estas mesmas palavras que definem o filme dos Vingadores!" - Flávio Ribeiro.

Simplesmente um dos melhores filmes de quadrinhos de todos os tempos (há quem diga que ultrapassa até mesmo o cavaleiro das trevas de Christopher Nolan).

Mas, comparações a parte, a maravilha mesmo é saber que os vingadores confirmaram todas as expectativas que giraram em torno dele nos últimos meses e não deixaram nada, digo, nadinha mesmo a desejar na sua estréia de lançamento aqui no Brasil neste final de semana, o filme arrecadou mais de 336 milhões de reais nos 39 países de estréia (178 milhões de dólares). Os EUA esperam uma bilheteria de 150 milhões de dólares, o que colocaria os heróis de Stan Lee no topo de maior bilheteria de estréia de todos os tempos.
Quem acompanhou no Blog o post do filme, talvez tenha economizado algumas caixas a menos de remédio para taquicardia, mas, para aqueles pobres coitados que entraram no cinema por acaso, sem ser avisados, tiveram que ser removidos em macas, quase que inconscientes pela falta de ar causada pelo filme logo que as luzes se apagaram.  Quem nos disse isso foi o nosso correspondente em Fortaleza, Flávio Ribeiro que acompanhado de sua esposa Patrícia, não piscou o olho durante os cento e quarenta minutos do filme.
É muito bom sabermos que a Marvel leva a sério quando o assunto é retratar na telona as suas melhores criações. 
Estão lembrados também no post quando avisamos que o Joss Whedon tem uma capacidade singular em trabalhar com vários personagens ao mesmo tempo? Pois bem, diferente da grande sujeira que fizeram com os demais mutantes nos três primeiros filmes da série, onde os egos de Hugh Jackman e Halle Berry quase não cabiam na tela, dominando quase que cem por cento das aparições, no filmaço dos Vingadores, cada personagem tem o seu espaço devidamente respeitado e muuuuuuito bem aproveitado pelas mãos do enxadrista Whedon. 
Flávio diz:
" O Capitão tem ótimas cenas de ação. Ele remonta a um misto do velho herói tradicional conhecido pelo fandom de longa data dos quadrinhos com o espetacular Capitão revisado por Mark Millar e Brian Hitch na série os Supremos.
O Gavião também tem seus momentos de mira implacável!
Thor finalmente mostra do que um deus é capaz de fazer!
A Viúva Negra, indiscutivelmente a mais humana das personagens, é tratada com muito carinho pelas mãos de Whedon" (assim como outrora ele também nos chamou a atenção para as habilidades especiais de Kitty Pryde em Surpreendentes, sendo a despretensiosa adolescente responsável por uma série de cenas inesquecíveis -  relembra Flávio).
 Quanto ao Loki, (enquanto assistia ao filme de Thor, percebi de cara que o Tom Hiddleston era muito bom. Pena o diretor Kenneth Branagh ter perdido a oportunidade de explorar um pouco mais o potencial do rapaz. Vai ver, o roteiro também não o ajudou muito.
Mas o que importa é que nos Vingadores, o astro britânico de 31 anos de idade encarna de vez o filho adotivo de Odin e "Vira Nova York de cabeça para baixo apenas para demonstrar o quando despreza seu meio-irmão." 

E lembra aquela vontade que todos nós tínhamos de ver os nossos heróis favoritos às vezes quebrando o pau entre si? 
Tá lá! 
"Viúva x  Gavião
Thor x Homem de Ferro
Capitão América x Thor x Homem de Ferro
Viúva x Hulk 
E segundo Flávio, o mais espetacular e sensacional de todos: 
Hulk x Thor!"

Inclusive, Flávio e Patrícia acrescentam que o nosso querido monstro verde praticamente rouba as cenas em que aparece e eu completamente agradecido dou uma grande mordida na minha língua por achar que o Mark Ruffalo não daria conta do pedaço! OBA, OBA, OBA, bem feito pra mim.


É bom demais para ser verdade?
Na verdade, não se poderia esperar outra coisa de um cara como Joss Whedon  que também já esteve do lado de cá, meus amigos. O cara também cresceu como qualquer um de nós, lendo as maravilhas escritas pelo Stan (que inclusive aparece no filme sendo entrevistado) e perdia horas discutindo com os amigos no intervalo das aulas quem era mais forte, o Hulk ou o Thor, O Capitão ou o Demolidor, a Elektra ou a Viúva Negra (só para constar, eu acho a Elektra). 

Já imaginou se alguém ligasse para o teu pré-prago te intimando a fazer um filme dos Vingadores?
O que você faria???
Eu vou te dizer o que ele fez. 
Afundou-se na cadeira, colocou os óculos de lentes grossas, escreveu o roteiro, chamou o elenco para as conversas, teve pulso para segurá-los e controlar as esperadas excentricidades dos astros hollywoodianos e quando perdeu os últimos resquícios dos fios de cabelo que tinha, havia produzido uma obra prima, digna de encarnar as mais ousadas fantasias que eu sei que já povoaram essa sua mente de apreciador do fantástico mundo dos quadrinhos.

Mas, para dizer que nem tudo é perfeito, o filme dos Vingadores tem um defeito sim, ele acaba.
Quero dizer, até nisso ele é imbatível. Lembra quando você assistiu ao Hulk e vibrou no final ao ver Tony Stark conversando com o General Ross?
Ou quando viu Nick Fury dando as primeiras ideias de uma possível iniciativa dos Vingadores ao final do Homem de Ferro? Tá ficando bom, né? E quando vimos o martelo de Thor, ao final do Homem de Ferro 2 (na minha opinião, a melhor parte do filme). Pois bem, o que te aguarda após os extras dos Vingadores é muito mais arrebatador. Eu não vou dizer não,  para não perder a graça, mas depois de um filme destes, com um timaço de heróis dividindo o mesmo espaço, creio eu que qualquer outra película solo deste pessoal vai ficar um pouco insípida e sem graça. Portanto, só mesmo um Vingadores 2 para novamente fazer o sangue ferver dentro das nossas veias, e o vilão não poderia ser qualquer um, não é? 
Pois para ter peito de enfrentar de uma só vez um grupo formado pelo Capitão, Homem de Ferro, Viúva Negra, Gavião Arqueiro Hulk e Thor,  tem quer ser muito maluco mesmo, no mínimo, alguém com pano pras mangas e sem medo de passar desta para melhor, alguém capaz de enamorar a própria Morte.

Até daqui a pouco,

Daniel Rand.

sábado, 10 de março de 2012

Os filmes baseados em quadrinhos mais esperados para 2012

     O novo trailler dos vingadores (clique para ver o trailer) está simplesmente incrível! Apesar de muitos colegas estarem com o pé atrás a respeito de um filme feito com tantos heróis juntos de uma só vez, tenho muita confiança no Joss Whedon pelo que ele fez em Surpreendentes X-Men pela maestria que o autor tem em conciliar enredos envolvendo muitos personagens ao mesmo tempo. Sem sombra de dúvida, Os Surpreendentes de Whedon é tão bom quanto a fase Claremont-Byrne (fase esta considerada a melhor dos mutantes pelo próprio Joss).
    Mas voltando a falar do filme dos Vingandores, percebe-se que o Capitão América está usando um outro uniforme diferente do que foi apresentado no filme do primeiro vingador. Isto foi um risco, haja vista o primeiro  uniforme ter caído tão bem na adaptação original e ter passado pelo exigente crivo do fandom.
    O novo Hulk digital baseado nas feições do Mark Ruffalo também está um pouco aquém do último apresentado no filme do Edward Norton, pelo menos na minha opinião.
    Até agora estes são os únicos pontos fracos que consigo identificar no filme que tem tudo, digo, tudo mesmo para ser um dos filmaços deste ano.
    Outro também que promete é o novo Homem-Aranha.
     Apesar de muito satisfeito pela franquia do Sam Raime, principalmente levando-se em consideração os dois primeiros filmes, sendo o segundo um dos melhores filmes sobre quadrinhos já realizados em todos os tempos, também tenho muita fé no Espetacular Homem-Aranha que estará indo aos cinemas no dia 03 de julho deste ano.
    Este novo uniforme dá uma ideia de ser menos computadorizado que o primeiro mas assim mesmo me parece um pouco abaixo do nível visto nos três primeiros filmes. O lançador de teia é a grande sacada do diretor, pois mesmo depois de dez anos de lançamento do primeiro longa ainda não consigo engulir aquela da teia sair de dentro do organismo de Peter Parker (como é?)
    O Andrew Garfield também é bem mais empático que o Tobey.  Me desculpem os fãs do rapazote, mas apesar de gostar muito dos primeiros filmes do Aranha, Tobey nunca me pareceu TÃO ADEQUADO para o papel.
   Apreciei o trabalho do Andrew no ótimo The Social Network e ele já tem meu voto com estes poucos minutos exibidos no trailler.
    A outra grande promessa para o ano é o Dark Knight Rises, com as presenças da Mulher Gato e do Bane. Este, na minha modesta opinião, vai ser o melhor dos três.
     


Até daqui a pouco,

Daniel Rand.  



domingo, 19 de fevereiro de 2012

Marvel-Abril - O que torna uma revista em quadrinhos rara?

     Existem leitores e colecionadores.
    Você sabe a qual dos dois grupos pertence? 
    Na verdade, um colecionador sempre será um bom leitor, mas o contrário nem sempre acontece.
    O leitor, puro e simplesmente, é aquele que tem interesse por quadrinhos e até lê avidamente tudo que aparece pela frente:
    As revistas mensais regulares, aquelas que o jornaleiro deixa de bobeira em cima do tablado e as revistas das coleções dos seus amigos (principalmente as revistas das coleções dos seus amigos).
    O leitor não suporta esperar pelo final daquela história que está demorando muito para ser publicada por aqui, então, ele corre para a internet e afunda desesperadamente os dedos sobre as teclas do computador e acessa uma página do scan. Depois de saciado, ele vira para o lado e dorme. "Até que o final foi chato" pensa. 
    O leitor quando traz para casa aquela revista rara do seu amigo que fez de tudo para não lhe emprestar por saber da sua falta de zelo, trata a revista como se fosse o jornal do dia. Devora as partes que lhe interessam e como se trata de um mero jornal, perde completamente o valor depois de lido. Eu vou deixá-la aqui mesmo sobre a mesa da cozinha da mamãe.
     Oura coisa que o leitor também gosta muito de fazer é dobrar as pontas superiores das páginas, isso mesmo, criando orelhas na revista para poder marcar onde ele parou de ler da última vez, para quando voltar do trabalho ou da escola, retomar a leitura sem muito esforço e não precisar perder tempo, folheando tooooda a revista novamente para ver se consegue lembrar onde parou. 
     E quando o leitor se encontra dividido entre duas de suas necessidades básicas? Ler e Comer? Ao invés de descansar um pouco e sentar-se à mesa para nutrir o seu corpo debilitado e só depois, calmamente, após escorvar devidamente os dentes, reiniciar sua leitura, sabe o que ele faz? Simplesmente come e lê ao mesmo tempo! É isso mesmo! E vai lendo e passando as páginas branquinhas da revista com sua mão cheia de gordura de frango!
     O leitor, meus amigos, para completarmos esta nossa introdução, não está nem um pouco preocupado com o estado de conservação de uma revista, pois às vezes, ele até faz a lista de contas do mês na capa traseira daquele seu raro exemplar.
      Por isso, como sei que estou tratando com um colecionador, se não você já teria fechado este informativo há mais tempo, quero convidá-lo para discutirmos alguns motivos que levam uma revista igual às outras tornar-se rara da noite para o dia.

     Na verdade, nenhuma revista rara tornou-se rara da noite para o dia.
     A Action Comics # 01, por exemplo, é rara por vários aspectos:
     Primeiro, ela marca a estréia do Superman no mundo dos vivos, e mais do que isso, deu o pontapé inicial para um mercado que hoje movimento milhões em todo o mundo, desde os quadrinhos impressos, passando pelos produtos licenciados até chegar finalmente a Hollywood!
   Segundo, a Action Comics # 01 foi lançada em novembro de 1938 e, como veremos,  uma revista rara não receberia a alcunha se não tivesse na bagagem uma longa data de publicação. E agora lá vai o quesito que talvez seja o mais importante de todos, existem pouquíssimos exemplares dela circulando por aí,  talvez menos de cem em todo o planeta terra. Não é à toa que um exemplar bem conservado da Action esteja valendo míseros 3 milhões de dólares.
    Mas, por incrível que pareça, esta matéria não pretende listar os dez quadrinhos mais valiosos do mundo.  até porque você provavelmente já sabe e também não tem planos de adquirir nenhum deles este ano. Conhece aquela pessoa que passa a vida esperando pelas novidades do salão do automóvel internacional e fica sonhando com Ferrari, Porsch e Mercedes? Pois é, não é disso que eu quero falar.
   Mas, se você comprou quadrinhos Marvel e DC publicados pela Editora Abril entre 79 e 89,  prepare-se para a nostalgia, pois nós iremos refletir a respeito de alguns tópicos que possivelmente tornam uma revista rara.

01. Longa data de publicação.
   Antes de mais nada, uma revista é considerada rara quando sua data de publicação ultrapassa pelo menos duas décadas e meia.
    Creio que você deve concordar comigo, um longo tempo contado do primeiro mês em que uma edição foi às bancas até os dias de hoje é um forte indicador para torná-la rara e preciosa entre os colecionadores.
     A revista mais antiga da fase Marvel-Abril é a saudosa Capitão América # 01, publicada em junho de 1979. Até o momento em que esta matéria foi fechada, apenas 107 brasileiros possuíam a número um do Capitão América, isto segundo o site Guia dos Quadrinhos em um universo de mais de 3800 colecionadores cadastrados. Certamente, este número deve ser maior.
     Esta publicação marcou uma geração de apreciadores do fantástico universo Marvel que até então acompanhava as publicações através das píoneiras RGE, Bloch e da competente Ebal.
     A marca deixada por esta revista é tão emblemática que se você abrir a boca para declarar entre colecionadores que possui a número 01 do Capitão América, curiosamente, todos vão achar que você está se referindo a este exemplar e não a um outro número 01 do herói lançado anterior ou posteriormente, como a Capitão América # 01 da Bloch, por exemplo.
     Em rodas de amigos, se você quiser frisar que adquiriu algum número da coleção do Capitão América que não seja da coleção Marvel-Abril, você deve ser o mais específico possível e falar: "Comprei a Capitão América # 05 da Bloch", pois se você comentar apenas que adquiriu a número # 05 do Capitão, todos vão acreditar que você está falando da edição de outubro de 1979 publicada pela editora Abril.
     Aproveito o ensejo e ouso dizer que esta regra se aplica a qualquer outra revista lançada pelo selo Marvel-Abril principalmente entre os colecionadores de 30 a 40 anos de idade.
     Mas, espere um momento, se a Capitão 01 da Bloch é de fevereiro de 1975, e a edição da Abril é de 1979, existem aí quatro anos separando as duas revistas! E por esta regra que estamos discutindo, a edição da Bloch deveria ser primícia entre os colecionadores! Mas isto não acontece.
     E quer saber mais?
     A Capitão # 01 da Abril, em excelente estado de conservação, não pode ser adquirida por menos de cem reais no mercado de ações, enquanto que antigos colecionadores suam para vender o seu exemplar da Bloch por algo entre 30 e 50 reais (dados estes constatados ao longo de mais de oito anos de observação no Mercado Livre).
     Admirado?
     Não é tão difícil de entender, pois presume-se que os colecionadores brasileiros mais antigos (aqueles da era Bloch) já estejam estabilizados e satisfeitos com suas coleções pessoais e as outras poucas revistas que sobraram desta época simplesmente não atraem o interesse dos outros colecionadores de uma outra geração.
     Está complicando mais ainda?
     Na verdade, isto também é bem aceitável e compreensível. A geração que começou a ler quadrinhos através das publicações da editora do Sr. Victor Civita, em 1979, não tem tanta euforia por edições mais antigas lançadas por outras editoras por não representarem seu período de iniciação nos quadrinhos e nem mexerem com sua nostalgia. E como você sabe, os colecionadores costumam ser fiéis às primeiras revistas que repousaram em suas mãos, estendendo-se ao máximo, aos outros números relacionados àquela coleção específica.
     Ou seja, um colecionador que tenha iniciado sua paixão através da Superaventuras Marvel # 13, por exemplo, vai ter muita vontade de possuir as aventuras do demolidor que foram publicadas nesta revista e salvo um ou outro, vai despertar curiosidades também pelas histórias do personagem publicadas por editoras anteriores ao seu tempo.
      No Brasil, diferente dos EUA, nunca houve uma editora que se mantivesse no topo por décadas publicando um personagem específico numa série regular e mensal  por muito tempo(como Amazing Spider-Man que é publicada regularmente pela Marvel Comics desde 1962 até hoje). Por causa disto, os colecionadores daqui não se tornaram seguidores fiéis dos heróis, ele preferiram colecionar a revista ao invés do personagem, dando uma grande importância às publicações do seu tempo porque elas refletiam sua época e período particular de familiarização.
     Para não restar nenhuma dúvida acerca desta questão, vamos a um último exemplo: Se você nascesse na terra do Tio Sam nos anos noventa, iria conhecer o Homem-Aranha através da edição que estivesse nas bancas naquele período, ou seja, o número 400 da Amazing Spider-Man, sei lá. E se você repentinamente desejasse completar toda a coleção do cabeça de teia, estaria a partir daquele instante compromissado a adquirir todos os números anteriormente publicados (o que te custaria uma nota!) e somente então seria um colecionador feliz e realizado.
     Aqui no Brasil, é bem diferente. Cada colecionador parece satisfeito com as edições que tem. Salvo alguns colegas que não se prendem a editoras e sim aos personagens mesmo. Estes não descansam até adquirirem tudo o que foi publicado sobre o seu herói preferido até os dias de hoje. Se formos usar o Homem-Aranha como referência novamente, este último colecionador mais antenado só irá considerar a coleção completa do aracnídeo, se você conseguir mostrar todas as 70 edições da Ebal, as 49 da RGE, as 205 da Abril e as 122 (por enquanto) da Panini. Sem falar nos especiais e mini-séries lançadas por estas editoras ao longo de mais de quarenta anos de publicação.
     Sem dúvida, anos e anos da data de publicação é um forte indicador para tornar uma revista rara, até porque este mérito significar dizer que haverá pouquíssimos exemplares desta revista circulando por aí.
     
02. O Estigma da número UM.


     Não há como dizer que o número um de uma coleção seja uma revista igual às outras. Os colecionadores mais do que ninguém sabem o que isto significa e respeitam bastante isso.
     Pela Editora Abril, temos vários exemplos de revistas números um que mexem e muito com o emocional do fandom, com especial destaque para Heróis da Tv # 01. Isto porque Heróis da TV sem nenhuma dúvida é a coleção preferida da maioria dos colecionadores da era Marvel-Abril e como qualquer número 01 de uma coleção por si só já é bastante valorizada, imagine quando estamos falando daquela revista que deu origem às demais da sua coleção.
     Outro número 01 bastante disputado e raro no mundo dos colecionadores é a Homem-Aranha # 01 de julho de 1983. Ela é tão querida e procurada que hoje chega a subjugar várias publicações mais antigas do herói, como a própria Homem-Aranha # 01 da RGE de fevereiro de 1979.
     E não pense você que este raro exemplar do escalador de paredes deixa para trás somente publicações mais antigas de outras editoras, não. Pela própria Editora Abril ele faz comer poeira a antológica Superaventuras Marvel # 01 de julho de 1982, outra relíquia muito apreciada no meio da galera.
     Acredita-se que este fascínio provocado pela Aranha # 01 se deva bastante ao fato do cabeça de teia ser o herói preferido de dez entre dez colecionadores em todo o mundo e ainda se tratando desta revista em particular, ela traz as primeiras figurinhas de um álbum que foi publicado pela Abril naquele ano. Então, quem possuir a Homem-Aranha # 01 completinha, com as figurinhas ainda intactas na primeira página da revista, está de muitíssimo parabéns, pois esta simples diferença de outras revistas que tiveram as figurinhas arrancadas a valoriza em pelo menos cem por cento entre os colecionadores mais exigentes.

03. Um acidente de percurso

     Raro é aquilo que é difícil de encontrar. E entre todos os quesitos que tornam uma revista rara o mais importante sem nenhuma sombra de dúvida é justamente o fato de haver poucas edições à disposição dos colecionadores.
     E isto é bem interessante, pois poderíamos catalogar vários aspectos que poderiam transformar uma revista numa relíquia inestimável.
     Primeiro, se ela traz uma história muito legal, com desenhos espetaculares e representa o começo ou o final de uma saga importantíssima para o universo HQ, o fandom vai segurá-la até as últimas consequências, ninguém vai querer se desfazer do seu exemplar e aquele colega que perdeu a oportunidade de adquirir a sua na época da publicação vai sofrer um bocado para conseguir encontrá-la, principalmente em bom estado de conservação. Sim, porque outras pessoas sem maiores compromissos com o que é colecionável e que a tenham comprado na banca no mês de lançamento, simplesmente perderam o interesse por ela após lida e acabaram se desfazendo da pobre coitada em algum sebo depois de a terem usado como papel de rascunho (lembra do leitor? Arghhh!)
    O inverso também se aplica. Pois aquela revista que trouxe desenhos simplesmente desprezíveis e histórias tão chulas que te fizeram dormir na primeira página, pouco foram adquiridas na época da publicação, ficaram encalhadas nas bancas e depois de um tempo retornaram para a editora e se transformaram em papel picado. Após algum tempo, depois de superado o pesadelo, você decide dar uma segunda chance para a coitada e parte atrás dela nas bancas de usadas. Só aí você se dá conta de que aquela terrível edição se transformara numa pedra preciosa, ninguém tem para trocar ou vender. Você agora é vítima da sua própria atitude em repudiar aquela injustiçada edição.
     E quebrando um pouco o protocolo, já que estamos falando exclusivamente das edições Marvel-Abril, eu traio minha própria decisão e abro um espaço para citar uma edição da RGE que notoriamente é uma revista rara de ser encontrada. E o motivo tem uma explicação que se enquadra muito bem neste tópico que estamos discutindo. Trata-se da Hulk # 22 da RGE. Ela traz a primeira aparição do Wolverine no Brasil, e é uma revista dificílima de ser encontrar nos mercados ou gibitecas por aí afora. Sabe por quê? Ora, quem coleciona o Hulk vai querer tê-la, quem gosta dos X-Men ou Wolverine, também e os colecionadores de qualquer outra espécie não vão querer deixar passar em branco a estréia de um personagem tão querido como o baixinho invocado.
     Se você a tem guardada, saiba que ela vale mais do que a própria número 01 do Hulk, e aí tanto faz se for a da Abril, bloch, RGE ou Panini.
     E por último, um inesperado acidente de percurso também pode decretar que aquela ou outra revista se torne tão difícil de ser encontrada quanto uma lágrima de sereia.
     E é a respeito deste tópico em especial que eu gostaria de encerrar nossa matéria contando uma história bem interessante que aconteceu na minha cidade.
     Na época em que acompanhávamos as maravilhas da Abril mês a mês nas bancas, em meado dos anos oitenta, aconteceu um fato inusitado envolvendo a SAM # 43.
     Dentro da minha turma de amigos, naquela época, a coleção mais badalada não era Heróis da TV coisa nenhuma, a gente vibrava mesmo era com as aventuras dos X-Men de Claremont & Byrne, transpirávamos litros de suor com as aventuras de Conan, e babávamos com o Demolidor de Frank Miller.
     Acho que consegui fazer você entender por que o dia 09 de cada mês era extremamente importante para qualquer colecionador nesta singela cidade do interior do Ceará.
     Para quem não sabe ou não se lembra, a SAM chegava às bancas de todo país no nono dia de cada mês, claro que às vezes (quase sempre) ela atrasava.
     Mas, aí era só tomar uns copos de suco de maracujá e aguardar desesperado pelo carro dos correios que mais cedo ou mais tarde sempre acabava aparecendo. Foi justamente este detalhe super-importante que mudou para sempre a história da SAM # 43 na minha terrinha.
     Sem maiores explicações, o caminhão que transportava esta preciosa publicação da capital até nossa cidade pegou um temporal no meio do caminho e creio eu que havia alguns vazamentos no baú do veículo (como pode isso?) e aí você já deve imaginar o que aconteceu. Isto mesmo, boa parte da carga, não somente a nossa esperada SAM, foi totalmente estragada pelo efeito da chuva e nenhuma revista, digo, nenhumazinha mesmo se salvou para contar história.
     Naquele mês, os colecionadores de Superaventuras Marvel ficaram sem o número 43 de sua coleção. Imagine-se em um tempo sem internet, sem nenhum meio de comunicação com outros colecionadores de outras cidades e sem nenhuma esperança de um dia se quer poder colocar as mãos naquele exemplar não apenas raro, mas que literalmente não existia, pelo menos ao seu alcance?
     Anos depois, quando alguém de outra cidade passava pela nossa terra e trazia na bagagem uma edição de SAM 43, causava estardalhaço. E quando esta pessoa não sabia nada a respeito do ocorrido, não tinha noção da relíquia que transportava, o pessoal suava, tremia e fazia de tudo para não dar bobeira e a pessoa não perceber que estava de posse de uma jóia rara e extremamente preciosa.
     Hoje eu me lembro que naquela época poucos conseguiram obtê-la. Alguns afortunados ainda chegaram até a folheá-la uma vez ou outra, outros,coitados, morreram sem nunca terem visto a sua bela capa (este último é brincadeira, só para enfatizar o suspense).
      Mas não fique aí rindo não... talvez isto um dia venha a acontecer com você.

   Até daqui a pouco.

     Daniel Rand.